segunda-feira, 19 de abril de 2010

Registro da Biblioteca Nacional

O livro "Por debaixo do topete" acaba de ganhar registro na Biblioteca Nacional!
Dessa forma, garante-se a autoria da obra e todos os direitos sobre o material.

Mais um passo dado!

Você que já leu, por favor, deixe seu comentário!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Trecho do 4º capítulo: "Pra frente, Aguillar!"

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O faro aguçado do profissional o levou ao cine Art Palácio, onde aconteceria a estreia do filme Ao Balanço das Horas (Rock Around the Clock). Com a câmera a tiracolo, se encaminhou para a Avenida São João, sem imaginar o que veria. Era 1958.

Em imagens preto e branco, Bill Haley & His Comets tocavam a frenética canção-título, fazendo os jovens atores dançarem como doidos no salão. Do outro lado da tela, os rapazes de topete e as garotas com calças justas não queriam ficar somente assistindo! Quem pode permanecer sentado ao som do rock’n’roll? Eles queriam imitar. Sem pudor, alguns deles começaram a pular sobre as poltronas, gritando e cantando. E incentivaram os mais tímidos a seguirem seus passos. Mas ainda era pouco. Para abrir de vez a “pista de dança”, arrancaram os acentos e fizeram um baile dentro do cinema!

A confusão foi tanta que o governador, Jânio Quadros, tomou providências drásticas, mandando deter os arruaceiros. Assim, o Juiz Aldo de Assis Dias baixou uma Portaria proibindo o filme para menores de 18 anos. “O novo ritmo divulgado pelo americano Elvis Presley é excitante, frenético, alucinante e mesmo provocante, de estranha sensação e de trejeitos exageradamente imorais”, dizia o texto.

Enquanto clicava a “baderna”, completamente envolvido com tudo aquilo, Aguillar se deu conta de que queria fazer parte do movimento musical jovem que acabava de chegar ao Brasil. O Art Palácio ficou destruído, mas a carreira do comunicador só estava começando.
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segunda-feira, 15 de março de 2010

Na Livraria Cultura

Meu livro "Por debaixo do topete" também pode ser encontrado na Livraria Cultura.
Busque o título no próprio site ou clique aqui: Por debaixo do topete na Livraria Cultura.

O preço é o mesmo: R$ 20,00.

Quem já leu, por favor postar comentários!


Abraços
Carol

terça-feira, 9 de março de 2010

Depoimento de quem leu

“Você precisa saber da minha surpresa ao ver uma leitura tão agradável e atraente, que prende a atenção e que passa a impressão de se estar lendo uma autora já tarimbada pelas centenas de milhares de palavras e páginas editadas, correndo pela frente de pares de olhos ávidos pela leitura.

Foi como li seu livro, com avidez (além de aprender coisas que nunca havia me ligado).

Parabéns!

Um grande abraço”

Paulo S. Antolini
Psicólogo

terça-feira, 2 de março de 2010

Ficha Técnica

Título: Por debaixo do topete

Subtítulo: O rock´n´roll dos anos 50 em histórias de vida do
século XXI

Autora: Carolina Fernandes Gonçalves

Preço: R$ 20,00

Ano e número de edição: 2009 - 1ª edição

Número de páginas: 126

Assunto: Rock´n´roll dos anos 50 - Histórias de vida - Jornalismo Literário

Formato em centímetros: 21 x 14 cm

Encadernação: brochura

Impressão: digital – Imagem Digital

Capa: colorida em papel couche fosco com proteção

Miolo: papel soft pólen

Lombada: quadrada

Sinopse: "Por debaixo do topete" é um livro-reportagem composto pela história de vida de sete pessoas que mantêm acessa a chama do rock´n´roll dos anos 50 em pelo século XXI. Três delas viveram a época, as outras quatro são jovens que gostam do estilo e convivem com ele no seu dia a dia. Escrito em estilo Jornalismo Literário, a obra tenta, de forma humanizada, transmitir a essência destes personagens e mostrar que os anos 50 ainda são realidade para os fãs, mesmo que eles não abandonem as facilidades tecnológicas de hoje.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Trecho do 3º capítulo: "Nas rodas do tempo"

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Pensando que seria uma simples festa temática com músicas que tocam na rádio, Alê entra sem esperar muito. Mas interrompe o passo de repente. Para, admirado, e sorri sozinho. Olha para o salão como se estivesse com os olhos virados para dentro de si. Tudo aquilo que via era reflexo do que já existia nele. Só não poderia imaginar que era realidade em algum lugar. Aquele som, aquele estilo de ser e se vestir...

O telão já prepara a turma, mostrando cenas de filmes em preto e branco cheias de jovens animados dançando rock'n'roll. Fernando Barreto, locutor do Brilhantina, sobe no palco, dá as boas-vindas à turma e apresenta a banda: Henry Paul Trio! Rockabilly de primeira qualidade. O microfone usado é igual aos antigos. Parece uma caixi¬nha de metal cheia de furos. Até o som sai retrô.

No instante em que os músicos começam a tocar, os rockers puxam pelo braço a garota mais próxima e rodopiam no salão com a voracidade natural do rock. Pra chamar a atenção mesmo. E se divertir.

Aquela batida característica do rockabilly: o sobe e desce dos dedos nas longas cordas do baixo acústico, don, don, don, don, don, don, inundou Alexandre como um temporal. Não dava para diferenciar o som mecânico do da banda. Perfeito!
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Trechos do 2º capítulo: "À sombra do rei"

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Quando Maurício compara as gerações, a juventude dos anos 60 com a do tempo presente, percebo seu tom crítico aos valores atuais. O superficial de hoje versus o sentimento do passado. Onde estão as emoções?

O que os anos dourados deixaram de mais forte para o músico é o romantismo. Não somente aquele de homem e mulher, mas, principalmente, relacionado ao respeito pelo próximo. “Gritar com um professor na classe era um crime, acho que inafiançável. Ele era o segundo pai de família praticamente. Agora há pouco fiquei sabendo de um aluno de deu um tapa em uma professora porque ela pediu para ele tirar os pés da mesa. Não existia essa violência antes!”

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Aos 14 anos, em seu quarto, o adolescente colava os ouvidos ao alto-falante da Hi-Fi Standard Electric enquanto a vitrola tocava algum novo rock de Elvis. Não deixava escapar uma nota sequer, agarrando a música tão forte como se quisesse absorvê-la. Nem imaginava o seu dom nato para a carreira.

Assim, várias vezes Maurício ouvia Heartbreak Hotel e se imaginava no colégio, tocando com um colega para fazer bonito para as meninas. Com o “tararará-tarara, tararará-tará” da guitarra de Scotty Moore nesta canção, acompanhada de Elvis, se via com um baixo nas mãos e as garotas gritando enlouquecidas.

– Meu único atrativo era o musical. Hoje faço justamente isso.

– E as meninas continuam gritando? – provoco.

– É, elas gritam de raiva, mas gritam – faz charme.
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